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As mil e uma habilidades de quem empreende
Empresas ou PME

As mil e uma habilidades de quem empreende

Abrir uma startup é assim. No comecinho é você quem faz tudo. Você é marketing, engenheiro, programador, RH, assistente, enfim, dono. Dono e tudo mais.

Por mais que seja cansativo, isso é também altamente estimulante, porque você tem mais controle sobre as coisas e, ao colocar a “mão na massa” para valer, sente mais satisfação ao ver resultados.

No fim do dia (que pode ser altas horas da noite ou madrugada), é comum surgir o sentimento de realização ou de pânico, dependendo de como as coisas estão andando. Logo você descobre que a montanha russa de sentimentos faz parte da adrenalina de empreender.

Mesmo que nunca tenha feito um layout, você poderá aprender a mexer no Canva e criar seus e-mails marketing para dispará-los pelo MailChimp ou outra ferramenta.

Da mesma maneira, poderá estudar princípios básicos para construção de uma marca, assim como planejar uma estratégia de lançamento.

As multifunções são comuns antes da chegada do dinheiro, que pode vir do próprio negócio ou por meio de investidores.

Com o crescimento da empresa, é quando tudo precisa se tornar mais profissional e o nível de exigências atinge outro patamar.

Nesse momento, algumas atribuições deverão ser delegadas, seja para colaboradores, seja para parceiros de negócios.

Ok, se você tem uma startup, já sabe de tudo isso, inclusive que, em alguns momentos, por melhor profissional que você seja, não consegue fazer tudo sozinho, nem com recursos internos.

Um bom exemplo disso é quando surge a necessidade de fazer a avaliação de sua startup para captar investimentos ou para venda.

Por mais que o cenário de empreendedorismo tecnológico no país esteja em crescimento, uma coisa é certa: a maioria das pessoas não entende sobre avaliação de startup. E o motivo é simples: são necessários conhecimentos especializados e técnicos para realizar essa tarefa.

Para avaliar o lucro futuro e ativo intangível é preciso ser especialista. É preciso contratar uma consultoria habituada ao modelo de negócios das startups e que tenha senso crítico e conhecimento técnico para compreender detalhes que impactam diretamente nos números da Empresa, como por exemplo classificar gastos com marketing, pesquisa e desenvolvimento, e investimentos realizados antes de a empresa começar a operar, podem ser contabilizados como ativos e não como despesa, diferente da lei americana, são denominado como ativo diferido, e podem ser depreciados ao longo de um período determinado de tempo. No entanto, pela falta de governança e transparência na prestação de contas podem haver distorções, que vai inflar este ativo. Outro ponto técnico também é o reconhecimento de receitas, quando se trata de permuta, operação muito comum em startups que reconhecem a permuta como receita de venda, camuflando números também, ainda mais em negócios em que todos estão curvados a observar o aumento de receitas e o modelo de negócio de forma realista aponta prejuízo, sob a ótica das regras contábeis que precisam ser interpretadas juntamente com o modelo de negócio.

Da mesma forma, também é necessário contar com advogados que entendam de operações empresariais e principalmente de startups porque no final das contas os bons negócios dependem de questões jurídicas, ainda mais com a LGPD que tem um peso enorme na estratégia do negócio.

Escolher parceiros certos também é uma habilidade importante para empreender. Por isso é preciso desenvolver critérios ou mesmo pedir ajuda e recomendações de quem entende.

Nesta fase do negócio, talvez você sinta ao mesmo tempo um misto de nostalgia do começo (da época em que tudo era mais simples) e de orgulho do crescimento de sua empresa. Isso explica porque empreender pode ser algo “viciante” e algumas pessoas não se contentam com apenas um negócio e viram “serial entrepreneurs”. Cuidado, é um risco que muitos correm e não se arrependem =))